MPF constata irregularidades no entorno do Parque Nacional do Iguaçu


 Um relatório divulgado pela Procuradoria da República de Foz do Iguaçu constatou ilegalidades na extração de areia e de pedras nas proximidades do Parque Nacional do Iguaçu. O mesmo relatório constatou que a vegetação na antiga Estrada do Colono já foi reconstituída. 


O trabalho foi realizado a pedido da procuradora Daniela Caselani Sitta, que pediu apoio aéreo da Polícia Rodoviária Federal. O relatório foi assinado pelo técnico Jean Matheos Tessari Wagner.


“Já na foz do Rio Iguaçu observam-se construções em meio a mata dentro da faixa de APP. Essas construções são avistadas ao longo da margem brasileira do Rio Iguaçu até o início do Parque Nacional do Iguaçu, em algumas dessas ocupações existem clareiras para cultivo de alimentos e criação de animais”, frisa o relatório.

 
“No ponto denominado Porto de Areia, existe uma grande área devastada destinada ao depósito de areia, estacionamento e área de manobra de caminhões de uma mineradora. Já em sobrevoo da Industria e Comércio Leopoldina, o panorama é assustador, imensa área de Mata atlântica devastada, solo totalmente destruído, a mineradora extrai basalto a poucos metros da margem do Rio Iguaçu, dentro da área de preservação daquele rio, caminhões e mais caminhões de pedra saindo carregados o que mostra a intensa atividade no local, a poeira que sai da britagem do basalto é tanta que é possível ver a quilômetros de distância”, acrescenta o relatório. 

 
GDia

Foto: MPF